domingo, 20 de junho de 2010

Anarquia: Jules Bonnot


Parte de uma pequena biografia sobre o Anarcoindividualista e Ilegalista francês Jules Bonnot. Vale a pena apontar que os anarcoindividualistas (não confundir com individualista no sentido de egoísta ou materialista) não tomam parte mas consideram idiota as atividades anti-racistas dos anarco-chicletinhos modernos, além de acreditarem mais na auto-libertação e emancipação individual, em contraste com muitos dos movimentos sindicalistas que, no fim das contas, apenas 'substituem o patrão'.

O Anarcoindividualismo fundado por Max Stirner influenciou inúmeros filósofos e pensadores - incluindo Nietzsche - e inspirou muito de nossa 'Ética Pirata'. Bonnot, como será mostrado, também foi um rebelde nato e um Ilegalista ativo & radical, aonde já criamos uma ponte com Revolucionários Raciais como Tommasi, Robert Matthews & The Order, Scott Stedeford, etc. Ou seja, uma quebra radical e física de sabotagem ao Sistema.

Este é o primeiro de uma série de artigos sobre Anarquismo - o que pode parecer contraditório ou 'confuso' aos dogmáticos sem pensamento próprio ou aos não familiarizados com essa importantíssima corrente de ação e de pensamento que, infelizmente, hoje em dia, é representado por indivíduos politicamente corretos que não possuem contato nenhum com a realidade ou qualquer conhecimento sobre a própria origem de um pensamento que claramente possuia um caráter étnico. Os Anarquistas sérios e legítimos sabiam que apenas sociedades etnicamente homogêneas, orgânicas e saudáveis poderiam operar sem uma força coerciva externa e imposta, mas seriam reguladas naturalmente através dos costumes e tabus oriundos de uma história em comum, apoio mútuo e associação voluntária, além do fato de que sociedades multirraciais são fruto do Sistema de produção capitalista.

Há muito da história do Anarquismo que deve ser conhecida e estudada por nós.

Jules Bonnot

Jules Bonnot (Pont-de-Roide, 14 de Outubro de 1876 — Paris, 28 de Abril de 1912) foi um anarquista ilegalista francês famoso por seu envolvimento na organização anarquista criminosa apelidada de Bando Bonnot pela imprensa francesa. Visto por ele próprio como um profissional do crime avesso a carnificinas, tinha como método enganar e iludir seus alvos. Quase sempre passando por empresário, seu gosto por roupas caras lhe valeu o pseudônimo Le Bourgeois (o burguês) entre seus companheiros.

Primeiros anos

Bonnot nasceu em 14 de Outubro de 1876 em uma família de operários em Pont-de-Roide, cidade no departamento francês de Doubs (o mesmo departamento natal do anarquista Pierre-Joseph Proudhon). O pequeno Jules então com dez anos ficou aos cuidados de seu pai e sua avó paterna. Analfabeto e vivendo em uma época em que os direitos trabalhistas inexistiam, às custas de muito esforço seu pai conseguia trazer somente o necessário para a sobrevivência da família, e por vezes nem mesmo isso.

Vivendo uma infância em clima de insegurança e necessidades constantes, sem perspectivas de futuro, o jovem Jules foi mandado para escola por sua família, mas não tendo um bom desempenho acabou por abandoná-la. Aos catorze anos começou a trabalhar como aprendiz em uma fábrica. Função que não o motivava por considerar um trabalho penoso e mal remunerado, superexploração. Por fim brigou com seu patrão e foi demitido.

Juventude

Conseguiu outros empregos que também não duraram muito tempo. Em 1891, com quinze anos, Bonnot é condenado à prisão pela primeira vez pelo roubo de algumas escovas de cobre da fábrica onde trabalhava. Mais tarde, em 1895, é encarcerado por agredir um policial em um baile. Após um desentendimento em um café, Bonnot acabaria preso novamente por três meses por obstrução da lei ao reagir à agressão de um policial com ofensas verbais e físicas. Ao ser solto, Jules Bonnot procura por seu pai que se recusa a deixá-lo entrar em sua casa fechando a porta em sua cara.

Aos 21 anos sem lugar para ir ou emprego que o sustentasse, Bonnot foi obrigado a se alistar no serviço militar, servindo na infantaria da França durante três anos. Lá atua principalmente como mecânico de carros e caminhões, mas revela-se também um excelente atirador, de precisão impressionante no tiro com rifle. No exército também adquire noções de química e manipulação de explosivos. Deixa o exército em 1901 possuindo patentes de soldado de primeira classe.

Contato com a Anarquia e problemas familiares

Naquela época Bonnot começa a militar pelo anarquismo na companhia férrea em que trabalha, sendo demitido devido sua atividade política, que fará com que nenhuma outra empresa queira contratá-lo. Muda-se com a esposa para a Suíça onde consegue um emprego de mecânico em Genebra. Sua mulher fica grávida, mas a bebê cujo nome seria Émilie morre alguns dias depois do parto.

A morte do filho abala Bonnot, que, não muito tempo depois, é demitido por seu patrão após acertá-lo com uma barra de ferro na cabeça. Desempregado passa a dedicar mais tempo à militância anarquista e adquire a reputação de agitador, motivo pelo qual é expulso da Suíça.

Sua habilidade como mecânico lhe permite encontrar rapidamente um emprego na oficina de um grande fabricante de automóveis em Lyon. Em Fevereiro de 1904 sua mulher dá à luz uma segunda criança. Malgradado em péssima situação financeira, as convicções políticas de Bonnot se mantém vivas e ele segue denunciando as injustiças sociais, participando de greves, irritando os membros da classe patronal e devido a essas ações passa a ser perseguido. Decide abandonar Lyon e ir para Saint-Étienne.


Conhecendo os ilegalistas

Após a traição e o abandono da mulher, Bonnot se aproxima ainda mais dos círculos anarquistas, principalmente da vertente ilegalista. Ao mesmo tempo se afasta do sindicalismo revolucionário. Em 1906 de volta a Lyon onde faz contato com diversos grupos anarcoilegalistas da região. Entre estes se associa a um grupo de italianos especializado em falsificações. Um de seus membros, Giuseppe Platano acaba por se tornar seu principal parceiro em diversas ações.

Com a chegada de Bonnot, além da falsificação de peças de dez francos, o grupo realiza uma série de pequenos furtos e roubos, eventualmente utilizando conhecimentos sobre automóveis - que a época ainda eram muito raros, considerados artigos de luxo, para roubá-los. Naquele mesmo ano Bonnot abre duas oficinas que utiliza como fachada para uma série de roubos que comete junto com Platano.

Vão progressivamente centrando sua atenção nas práticas de roubo de carros de luxo na França e na Suíça. Nesta época Bonnot começa a se disfarçar de homem de negócios com objetivo de visitar as casas de ricos advogados em Lyon. Através dessas visitas, ele mapeia as mansões para que depois ele e seus companheiros possam voltar e assaltá-las. Graças a essa tática ganha o apelido bourgoeis (burguês).

Em 1910 por motivos desconhecidos, Bonnot acaba indo para Londres. Naquela cidade consegue um emprego como chofer de Sir Arthur Conan Doyle, o "pai" de Sherlock Holmes, graças a sua destreza na direção que lhe será de muito maior utilidade em sua aventura ilegalista. Seu ilustre patrão só viria descobrir que seu chofer Jules se tornara o lendário anarcoilegalista no ano de 1921.

Fonte

2 comentários:

  1. No voy a permitir que utilices a los ideales anarquistas y los manipules para que sean compartidos con todos estos pobres frustrados productos de su propia sociedad o sistema que llamaré fácilmente los "nazis"
    ¿que es eso de nuevo hombre o pensamiento disidente siguiendo los mismos caminos recorridos una y otra vez?. "MINI-MANUAL DE SUPERVIVENCIA Y ACCIÓN" Leí junto a una imagen de Clifford Harper, Anarquista. Que al ver la mierda de patriotismo/socialista/nacionalista/clasista/racista que le ofreció Hitler a el pueblo alemán, la miseria, la guerra y la no-cultura que dibujo esto también.
    http://lh4.ggpht.com/_-RmoCU6Rm24/SBO352tFBpI/AAAAAAAADSM/m2un2E1HNGo/harperNaziBksMed.jpg

    ¿de donde eres, portugués o brasilero?
    Si eres portugués, eres ese sistema que desprecias ya que ahora vives de eso, de las riquezas que tu "patria" le quito a los originarios de américa y si eres brasilero no tienes mucha sangre azul/blanca corriendo por las venas que digamos o si la tienes eres eso que desprecias viviendo del trabajo de los demás, de los puros/originarios de esa tierra. Crece, evoluciona, anarquísate digamos de alguna forma.
    En este mundo manda el capitalismo, destruyamos lo pero no hagamos que mande nadie y la tierra es libre de todos, si vienes a mi casa eres bienvenido y si me quieres ayudar a trabajar mejor. Mira esta pelicula y lo entenderás todo.
    http://www.taringa.net/posts/tv-peliculas-series/7767492/This-is-England-_2006_-dvdrip_-subtitulos-espanol_.html
    Cultiva odio cosecharás odio.

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  2. JUANJO, ASSIM COMO EXISTE O NACIONAL SOCIALISMO SE OPONDO AO INTERNACIONAL GULAGUIANIXO, POR QUE NÃO O MESMO COM O ANARQUISMO?

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